Marcos Tecora Teles

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Tuesday, July 26, 2011

Sultans of Swing


O primeiro disco que comprei na vida.Custou cinquenta mil cruzeiros,valeu à pena...
Um dia de trabalho em uma revista(meu primeiro trabalho foi em uma revista,agora que me dei conta!)
Ainda me recordo da felicidade,quando o vendedor o colocou pra tocar na vitrola da loja.Levei pra casa,como se tivesse levando cristais,com medo que caísse,que quebrasse...
Quando coloquei na vitrolinha(nem me lembro mais a marca,sei que abria e a tampa era o alto-falante)foi uma emoção ouvir os acordes de Sultans of Swing,inesquecível...

Saturday, April 04, 2009

MANIFESTO REVOLUCIONÁRIO

Manifesto Revolucionário

O mundo precisa de uma revolução.Sem batalhas e sem sangue.Não uma revolução qualquer.Não uma revolução com ricos comprando todo o poder, nem com pequenos tiranos dando golpes de estado e transformando povos e nações em zumbis.
Precisamos de uma revolução verdadeira,que nasça do coração de cada homem,mulher e criança da terra.
É preciso uma revolução de gentileza,de boa vontade,de bondade e respeito.
Precisamos cuidar dos pobres da terra.Precisamos tratar as doenças e elas são tantas.Doenças que nascem da desilusão,da solidão,da ignorância,do vício e da inveja.
Sonhamos mudar o mundo a maneira de cada um de nós,mas é impossível, só podemos começar a mudar o mundo da sala de nossas casas,cuidando de nossas fraquezas e de nossas indiferenças.
Precisamos aprender a respeitar a infância e a velhice.Precisamos parar de envenenar nosso alimento e nossa bebida.
Precisamos aprender a respeitar os diferentes de nós.Todos temos milhões de defeitos,mas temos que aprender a buscar o que há de melhor em cada um.
Precisamos parar de correr sem rumo.Corremos sem sentido algum.Comemos depressa demais.Trabalhamos depressa demais.Amamos depressa demais.Nossa vida está perdendo o sentido.
Precisamos parar um pouco para contemplar o infinito e ver o brilho mágico das estrelas.
Precisamos lembrar que temos pedido demais e oferecido muito pouco.Estamos muito preocupados em juntar coisas e entupimos nossas vidas e nossas casas com bugigangas que nunca vamos usar.
Precisamos perder um pouco a vergonha.Perder a vergonha de dar bom dia,boa tarde e boa noite.Precisamos perder a vergonha de dizer muito obrigado,por favor, com licença.Precisamos perder a vergonha de sorrir,perder a vergonha de dizer eu te amo.
Os ricos da terra precisam olhar para a África e a América Latina.Precisam parar de ver esses povos apenas como mercado futuro.
Precisamos ajudar na educação,ensinar a ler e escrever.Precisamos ler mais poesias.Precisamos ouvir mais músicas.Precisamos nos emocionar mais.É preciso um pouco de lágrimas de satisfação.Porque já choramos demais nossas derrotas de todo dia.
Precisamos parar de escravizar os trabalhadores.Porque quando se escraviza um homem, rouba-se dele o que ele tem de mais sagrado,seu suor e seus sonhos.
Precisamos abandonar nossa inveja,achar que o que é do outro é sempre melhor do que o que é nosso.
Precisamos de uma grande revolução.Precisamos fazer deste mundo um lugar razoável,um lugar onde um homem possa cuidar do outro sem medo,sem ódio e sem preconceito.

O mundo precisa de uma revolução.Uma revolução em busca de felicidade.E isto é possível,sim!


Banda Tecora – Capão – Brasil
São Paulo,Abril de 2009

Monday, September 17, 2007

Vivo em São Paulo


                                                 Cidade de São Paulo vista da Estação Espacial Internacional !Fonte Estadão)



Vivo em São Paulo

Eu vivo em São Paulo
e às vezes me revolto.
Às vezes também me exalto,
às vezes protesto
e às vezes me calo.
É que eu moro em São Paulo.

Assim é São Paulo,
um mundo com outro mundo dentro.
Eu sofro em São Paulo,
com um futuro que vai ficando distante.
Às vezes choro quando chove em São Paulo.

Eu vivo em São Paulo
e com as luzes da madrugada
sempre me encanto.
Com as fardas cinzentas e hostis
eu sempre me espanto.
Também tenho medo em São Paulo.

Eu morro em São Paulo,
com o ar envenenado,
morro com o descaso.
Morro em São Paulo,
com a ignorância e a indiferença,
com as fábricas de solidão e desespero.
Morro todo dia em São Paulo.

Aqui é São Paulo,
das moças nos paredões,
dos doentes nos calçadões,
das periferias avermelhadas.
Aqui é São Paulo, cidade menina,
sempre esperando o primeiro beijo.
Também amo em São Paulo.