Marcos Tecora Teles
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Tuesday, September 25, 2012
Coletivo de Cultura? Tem Certeza? Por que apoiam o PT?
Quando o Escritor Ferréz criou nos final dos anos noventa, o modelo dos saraus que se espalharam pela cidade, acredito que ele não pensou que alguém poderia viver somente disso.
Pois é... Tem gente que vive de sarau na cidade de São Paulo!
Hoje tem sarau em todos os cantos da cidade, sarau para todos os gostos. Cada um com seu nome de “movimento literário”. Tem sarau do burrico, sarau da maloca, sarau do piolhento e ouros tantos.
A maioria dos saraus são pontos de encontro. Poucos vão pela poesia, pela literatura.
Normalmente cada sarau é comandado por um dito “coletivo de cultura”.
“Coletivo de Cultura” não significa absolutamente nada!
“Coletivos de Cultura” não produzem nada. Recebem verba para produzir sarau e tão somente. Fazem apenas isso e diga – se, muito mal.
Não procure. Você não vai encontrar muitos livros lançados por coletivos. Alguns poucos lançados, saem até faltando capítulos.
Os “coletivos de cultura” são em sua maioria, apenas um bando de espertalhões que vivem de buscar mensalmente verba na Secretaria Municipal de Cultura.
Secretaria Municipal de Cultura que, aliás, aparelhada pelo governo do PT, usa a verba para manter lideranças e apaniguados. Tirando das costas de parlamentares o custo de cabos eleitorais.
Há muito tempo, os “coletivos de cultura” deixaram de se preocupar com cultura. Alguns juntaram - se aos movimentos de moradia. Fazem manifestações e “ocupações”, mas com verba da Secretaria Municipal e Cultura.
Os “coletivos de cultura” apoderaram - se do VAI (Valorização de Iniciativas Culturais). Trata – se de um programa criado originalmente para projetos encabeçados e desenvolvidos por jovens. Pois bem, hoje o VAI serve para outros interesses. Empresas como, editoras e produtoras vivem em função do programa. Os jovens são minoria.
Hoje, pode – se dizer que o VAI é na verdade, ”vagabundagem cultural”!
Mas isto ainda não é tudo.
A Secretaria Municipal de Cultura também criou uma “agência” de viagens para contemplar seus “coletivos de cultura”. Este ano a Secretaria Municipal de Cultura pagou passagens para dezenas de “coletivos” irem à Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. Nem seria necessário dizer que poucos dos “turistas” eram realmente escritores. E tudo pago com o dinheiro do contribuinte. Mas não fique assustado, o Ministério da Cultura já havia feito a mesma coisa um ano antes (Paulo Coelho que o diga) na Feira do Livro de Frankfurt.
A coisa está tão bagunçada que qualquer um,quando precisa de dinheiro para comprar cachaça ou seu “baseado” diário,basta realizar um sarau. Como ouço por aí. Está sem grana? Faça um sarauzinho! O governo do PT paga!
E tudo isso com o seu dinheiro!
Tuesday, July 26, 2011
Sultans of Swing

O primeiro disco que comprei na vida.Custou cinquenta mil cruzeiros,valeu à pena...
Um dia de trabalho em uma revista(meu primeiro trabalho foi em uma revista,agora que me dei conta!)
Ainda me recordo da felicidade,quando o vendedor o colocou pra tocar na vitrola da loja.Levei pra casa,como se tivesse levando cristais,com medo que caísse,que quebrasse...
Quando coloquei na vitrolinha(nem me lembro mais a marca,sei que abria e a tampa era o alto-falante)foi uma emoção ouvir os acordes de Sultans of Swing,inesquecível...
Tuesday, January 11, 2011
The Motor “Music” Home - A Lendária Nave da Música
Foto:Internet
A Estrada do M´boy Mirim estava alagada,havia caído um temporal dos infernos.Sofás ainda boiavam nas calçadas, o trânsito estava completamente parado. Buzinas, calor insuportável.
Apenas mais um fim de semana de verão em São Paulo.
Apenas mais um fim de semana de verão em São Paulo.
Com muita paciência, consegui levar o velho Fuscão até o Jardim Ângela. Entrei na Rua da Gaita de Foles e parei na esquina da Rua dos Clarins.
A chuva não parava, o carro também não funcionava mais. A bateria tinha arriado, não havia mais condições de sair dali sem um mecânico. Reclinei o banco e coloquei uma fita pra rodar, encontrei a caixa de latas de cerveja. Fechei os olhos e acompanhei o ritmo da chuva com a música que saía dos alto-falantes. E por ali fiquei.
Alguma coisa me fez abrir os olhos. Vi um grande veiculo estacionado na Rua do Fonógrafo, na esquina com a Rua das Flautas Transversais.Era o veículo mais “diferente” que vi na vida. Uma mistura de tudo o que a mente humana já havia projetado.Era uma parte submarino, parte navio, parte trem e outra parte, um ônibus gigante.
Lembrei-me que certa vez um cara que bebeu comigo num boteco, lá no Parque do Lago, me falou sobre tal “nave”. Com todo respeito, ouvi sua história. E claro, não acreditei.
Parecia estranho, de repente o céu estava estrelado como nunca antes eu havia reparado.
O estranho veículo estacionado, bem ali. Fiquei encantado! Uma força desconhecida me puxava em sua direção, era irresistível tamanha beleza.
Abri a porta do velho Fusca e caminhei em direção ao veículo. Meus olhos incrédulos buscavam os detalhes, era tudo muito perfeito.
As dezenas de rodas eram douradas, os pneus tinham faixas prateadas, em todo o redor da estranha “nave” havia sacadas, como nas velhas “jardineiras”, que décadas atrás cruzavam a cidade.
As dezenas de rodas eram douradas, os pneus tinham faixas prateadas, em todo o redor da estranha “nave” havia sacadas, como nas velhas “jardineiras”, que décadas atrás cruzavam a cidade.
Fui me aproximando, entre curioso e cauteloso.Uma pequena porta se abriu, um senhor desceu lentamente segurando nos corrimões dourados.Ele veio em minha direção, sorrindo, acenando e já me convidando a embarcar na nave.Ele não pronunciou nada, mesmo assim entendi e aceitei o convite.Subi a pequena escada e entrei na mais incrível experiência de minha vida.
A entrada pequena não demonstrava a exata medida daquele veículo espetacular, tudo era enorme e bonito, a decoração era luxuosa, belos tapetes forravam o assoalho, grossas cortinas cobriam as janelas e a luzes coloridas iluminavam delicadamente todo o interior.
Logo na primeira sala três rapazes tocavam um jazz, aqueles dos primórdios, com baixo, pianola, um saxofone, um banjo e uma bateria dixie.Me cumprimentaram com sorrisos e acenos com as cabeças,gentilmente retribuí os cumprimentos e prossegui corredor adentro.
Na sala seguinte reconheci muitas pessoas que ali estavam. Nat e Pixinguinha conversavam animadamente. Frank e Tom faziam um dueto ao som do lustroso Steinway e a cada pausa bebericavam um gole de champagne. Todos pareciam felizes, percebi que se tratava de uma grande festa.
Chegamos ao bar e lá estava ela, usando um vestido de veludo azul, colado ao corpo, com um decote de pecadora e exibindo curvas libidinosas.Fixei meus olhos em seus olhos, nunca a havia visto antes, mas senti que ela me reconheceu de algum lugar do passado.
O velho senhor segurou a minha mão e colocou sobre a mão dela, indicou o corredor em frente e nos incentivou a prosseguir “nave” adentro.
Não queria parar pra pensar no que estava acontecendo, foi somente uma cerveja que tomei lá fora... Me sentia leve, feliz e sonâmbulo, me senti dentro de um sonho,personagem de um filme dos anos vinte, ou trinta, ou sei lá... Sei que estava vivendo algo misterioso e que tive medo que fosse mesmo um sonho.E tive medo de acordar.
Ela me conduzia pelos corredores, curioso eu observava as cabines. Em uma delas John gesticulava para Raul e ambos sorriam.Encostados nas paredes do corredor Vallens e Marilyn trocavam carícias ao som do blues que saía do velho violão Martin de Johnson.
Na passagem de um “vagão” para o outro ela se agarrou em meu pescoço e me beijou demoradamente. A lua e a brisa da madrugada foram cúmplices da mais bela cena de amor que vivi.
Achei graça quando adentrei um grande espaço, que mais parecia uma sala de estar, sentados frente à frente Bob, Tim e Brown, gargalhavam enquanto acendiam um rechonchudo “baseado”.
Ela me levou para uma pequena e confortável cabine e me amou...Me amou... Me amou...
Percebi que tudo parecia estar chegando ao fim, todos se dirigiam ao grande salão. Foi uma correria, todos queriam os melhores lugares. Afinal, era hora do grande show da noite. No palco principal, depois da apresentação de Enrico, Callas e Fitzgerald, era a vez dos Kings of Stars.Nada mais nada menos que a maior banda de todos os tempos. Juntos pela primeira e última vez, Hendrix na guitarra, Bonhan na bateria, Pastorius no baixo e nos vocais Mercury, Janis e Presley.
Na plateia, Jackson, Curt, George, Marvin, Holliday e muitos outros faziam um sonoro, animadíssimo e afinado coro.Um outro espetáculo à parte...
O sol do meio dia já batia em meu rosto, quando um garoto bateu no vidro do carro, gritava pedindo para que eu tirasse o velho Fuscão da frente da garagem de seu pai.
Uma profunda decepção me atacou. Pigarreei, tossi, esfreguei os olhos e não reconhecia o lugar onde estivera estacionado a noite toda. A placa no poste me trouxe de volta, Rua dos Clarins.
A “nave’ foi um doce sonho. O Motor” Music” Home era só uma lenda da qual ouvi falar lá no Bar do Bal. E já era hora de ir embora, tentar aproveitar o resto do domingo no churrasco lá no Guaracy.
Liguei o Fuscão 77, enfim, ele “pegou”. Subi a Rua da Gaita de Foles e entrei na Estrada do M´Boy Mirim.As imagens não me saiam da memória. Juro que ainda podia sentir o perfume dela, um pouco do que ficou em minha camisa. Nos meus ouvidos ainda ecoava a música mágica das guitarras, dos oboés e das flautas.
O semáforo fechou, procurei a caixa de latas de cerveja, um pedaço de tecido veio no lugar. Era um cachecol, o mesmo que Presley usara no show dos Kings.
Olhei no retrovisor, alguém de vestido azul entrou num táxi, ainda pude ver seus lábios se juntando, formando um beijo. E era pra mim.
Até hoje não consegui saber se sonhei ou se vivi aquela noite, aquela festa.O que sei é que a velha “nave” nunca mais saiu de mim.
Dia desses no Largo Treze entrei em um bar pra comprar cigarros, reconheci o cara que bebeu comigo no Parque do Lago.Ele sorriu e me convidou para uma cerveja.Me contou muitas histórias e por fim me confessou...Era ele quem pilotava o Motor“Music” Home.
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Wednesday, November 10, 2010
Wednesday, June 10, 2009
Aos Amigos,Muito Obrigado!
Imagem:Internet
Cada um de nós é como uma onda.Onda que o oceano leva de um lado à outro. E seguimos sendo empurrados pela brisa e enfeitiçados pelo brilho encantador das estrelas.
Às vezes queremos ser vento ,às vezes queremos ser nuvem.Queremos sempre ser um pouco de cada coisa ao mesmo tempo...E aprendemos a amar sem ninguém nos ensinar.
Encontramos pessoas pela vida afora e começamos a dividir nossas frustrações,nossos desencantos e também nossos delírios, e essas pessoas nós chamamos de amigos.
E são esses amigos que nos fazem prosseguir, como o vento soprando a nuvem.Porque os amigos compram e pagam a vista os nossos sonhos,financiam nossas loucuras.
Nada do que queremos ser,seremos sozinhos.Porque é preciso dividir com alguém o peso nos ombros,a carga na alma , a lágrima e também o sorriso.
Sonhamos em transformar o mundo, porém, cada um de nós tem seu mundo particular.E não podemos ajudar a transformar o mundo de quem assim não o queira.
Mas sempre podemos mudar nossa casa e nossa rua.Podemos mudar o mundo cuidando uns dos outros.
Precisamos aprender a nos responsabilizar por todos,cuidando dos nossos filhos e dos filhos do nosso vizinho também.
Às vezes queremos ser vento,às vezes queremos ser nuvem,mas às vezes também queremos ser rochedo. Porque o rochedo é como sonho,não envelhece nunca.
Porém,muitas vezes queremos ser tempestade, somente pra poder varrer as ruas e alamedas por onde os sonhos dos nossos amigos irão passar...
Cada um de nós é como uma onda.Onda que o oceano leva de um lado à outro. E seguimos sendo empurrados pela brisa e enfeitiçados pelo brilho encantador das estrelas.
Às vezes queremos ser vento ,às vezes queremos ser nuvem.Queremos sempre ser um pouco de cada coisa ao mesmo tempo...E aprendemos a amar sem ninguém nos ensinar.
Encontramos pessoas pela vida afora e começamos a dividir nossas frustrações,nossos desencantos e também nossos delírios, e essas pessoas nós chamamos de amigos.
E são esses amigos que nos fazem prosseguir, como o vento soprando a nuvem.Porque os amigos compram e pagam a vista os nossos sonhos,financiam nossas loucuras.
Nada do que queremos ser,seremos sozinhos.Porque é preciso dividir com alguém o peso nos ombros,a carga na alma , a lágrima e também o sorriso.
Sonhamos em transformar o mundo, porém, cada um de nós tem seu mundo particular.E não podemos ajudar a transformar o mundo de quem assim não o queira.
Mas sempre podemos mudar nossa casa e nossa rua.Podemos mudar o mundo cuidando uns dos outros.
Precisamos aprender a nos responsabilizar por todos,cuidando dos nossos filhos e dos filhos do nosso vizinho também.
Às vezes queremos ser vento,às vezes queremos ser nuvem,mas às vezes também queremos ser rochedo. Porque o rochedo é como sonho,não envelhece nunca.
Porém,muitas vezes queremos ser tempestade, somente pra poder varrer as ruas e alamedas por onde os sonhos dos nossos amigos irão passar...
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