Marcos Tecora Teles

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Friday, December 06, 2013

Sob o Azul do Céu -Trecho




Entendi o porquê de tanta gente e tanta correria, e por que todos tinham tanta pressa, o mercado iria fechar mais cedo, era véspera de natal e todo mundo ali precisava chegar em casa pra não perder a festa.Mas eu não tinha pressa, eu não sabia o que realmente significava o natal, minha mãe dizia que foi o dia em que Cristo nasceu.Mas para mim era um dia como outro qualquer, sabia que as crianças ganhavam presentes no natal. Lá em casa não ganhávamos nada. Na vila também ninguém ganhava nada. A não ser quando as eleições estavam próximas, aí chegavam uns homens de gravata, com carros cheios de bolas, carrinhos e bonecas. Eles mandavam as crianças fazerem uma fila e iam entregando um a um. Mas os brinquedos eram tão ruins, que as crianças mal começavam a brincar e as bonecas perdiam os braços, as pernas, os carrinhos perdiam as rodas e as bolas eram de um plástico tão fino que pareciam balões de aniversário. Depois os homens de gravata faziam um discurso, ficavam emocionados e prometiam voltar em breve.Eu nunca os esperei.
Até que tive sorte, escolhi o dia certo pra começar a trabalhar ali no Mercadão.Carreguei várias sacolas, as senhoras eram simpáticas, ganhei um bom dinheiro de gorjetas e no final do dia, até frutas boas eu levaria pra casa.
Entrei no ônibus de volta pra casa. Agora estava menos cheio, tinha até lugar pra escolher.Sentei lá no fundo, encostei a cabeça no vidro e fui olhando o caminho de volta. Lembrei do presépio, dos enfeites de natal.  E que Papai Noel era gordo, sorridente e tinha olhos azuis.E nunca, nunca apareceu lá em casa.

Tuesday, September 25, 2012

Coletivo de Cultura? Tem Certeza? Por que apoiam o PT?


Quando o Escritor Ferréz criou nos final dos anos noventa, o modelo dos saraus que se espalharam pela cidade, acredito que ele não pensou que alguém poderia viver somente disso.
Pois é... Tem gente que vive de sarau na cidade de São Paulo!
Hoje tem sarau em todos os cantos da cidade, sarau para todos os gostos. Cada um com seu nome de “movimento literário”. Tem sarau do burrico, sarau da maloca, sarau do piolhento e ouros tantos.
A maioria dos saraus são pontos de encontro. Poucos vão pela poesia, pela literatura.
Normalmente cada sarau é comandado por um dito “coletivo de cultura”.
 “Coletivo de Cultura” não significa absolutamente nada!
 “Coletivos de Cultura” não produzem nada. Recebem verba para produzir sarau e tão somente. Fazem apenas isso e diga – se, muito mal.
Não procure. Você não vai encontrar muitos livros lançados por coletivos. Alguns poucos lançados, saem até faltando capítulos.
Os “coletivos de cultura” são em sua maioria, apenas um bando de espertalhões que vivem de buscar mensalmente verba na Secretaria Municipal de Cultura.
Secretaria Municipal de Cultura que, aliás, aparelhada pelo governo do PT, usa a verba para manter lideranças e apaniguados. Tirando das costas de parlamentares o custo de cabos eleitorais.
Há muito tempo, os “coletivos de cultura” deixaram de se preocupar com cultura. Alguns juntaram - se aos movimentos de moradia. Fazem manifestações e “ocupações”, mas com verba da Secretaria Municipal e Cultura.
Os “coletivos de cultura” apoderaram - se do VAI (Valorização de Iniciativas Culturais). Trata – se de um programa criado originalmente para projetos encabeçados e desenvolvidos por jovens. Pois bem, hoje o VAI serve para outros interesses. Empresas como, editoras e produtoras vivem em função do programa. Os jovens são minoria.
Hoje, pode – se dizer que o VAI é na verdade, ”vagabundagem cultural”!
Mas isto ainda não é tudo.
A Secretaria Municipal de Cultura também criou uma “agência” de viagens para contemplar seus “coletivos de cultura”. Este ano a Secretaria Municipal de Cultura pagou passagens para dezenas de “coletivos” irem à Feira Internacional do Livro de Buenos Aires. Nem seria necessário dizer que poucos dos “turistas” eram realmente escritores. E tudo pago com o dinheiro do contribuinte. Mas não fique assustado, o Ministério da Cultura já havia feito a mesma coisa um ano antes (Paulo Coelho que o diga) na Feira do Livro de Frankfurt.
A coisa está tão bagunçada que qualquer um,quando precisa de dinheiro para comprar cachaça ou seu “baseado” diário,basta realizar um sarau. Como ouço por aí. Está sem grana? Faça um sarauzinho! O governo do PT paga!
 E tudo isso com o seu dinheiro!

Friday, February 11, 2011

Clube do Coração Solitário


Como em quase todos os dias, acordei cedo, tomei banho , engoli um pedaço de pão e saí correndo. Já estava atrasada para o trabalho.
A distância de casa até minha loja não era assim tão grande, mas o trânsito era imprevisível.E eu me sentia péssima, não dormira bem, as constantes discussões com meu marido estavam me deixando cada dia mais deprimida. Depois de muitos anos de convivência, esta fase que estávamos passando parecia arrasadora e definitiva.
O trabalho na loja da família me distraía, as meninas que trabalhavam comigo haviam se tornado companheiras e a elas eu relatava meus sentimentos e angústias.E elas me ouviam, me deixavam chorar e me consolavam.
Sempre fui recatada.Sempre fui o retrato de uma mulher criada em um universo machista. Deixei a casa de papai para me casar...E por isso, talvez, o respeito excessivo, o medo de expressar minhas ideias, minhas dúvidas e a serviliência quase auto - escravizante.
Minha vida estava uma porcaria, minha vida se resumia em somente cuidar da loja, do “senhor” marido e de dois filhos adultos preguiçosos. Durante anos vivi assim. Até aquela quarta-feira...
O dia começara preguiçoso, eu estava como sempre cansada, triste, decepcionada com a vida, a família, os amigos...Eu queria mesmo era morrer.
Claudia, uma de minhas funcionárias me trouxe um café forte e disse que era pra me ajudar a encarar mais um dia. Me aconselhou a procurar novas amizades,mesmo que fossem virtuais,me incentivou a entrar em salas de bate-papo para pessoas maduras.Hesitei no início, relutei e por fim tive coragem.
Digitei um apelido e entrei na sala.Fiquei observando e lendo as “conversas”. Não queria páginas com conteúdo pornográfico, por isso precisava sondar o território.Fui ficando ali, achava engraçado algumas perguntas, as frases feitas, as paixões instantâneas que as pessoas expressavam...E gostei...
Um apelido me chamou atenção, CCS, quase todas as mulheres na sala “conversavam” com ele, eu não sabia o que ele respondia. Então lhe enviei um tímido olá!
A resposta veio demorada, porém carregada de educação e gentileza, ele perguntou de onde eu teclava, me “disse” coisas bonitas, me senti feliz.Teclamos por um longo tempo, ele se despediu e prometeu “voltar” mais tarde.Voltei ao meu trabalho.
No final da tarde, novamente entrei na sala, lá estava ele, eu disse boa tarde, ele me respondeu com letras maiúsculas um outro boa tarde.Teclamos, ele falou sobre sua vida, falei da minha (escondendo muito do que vivia realmente), ele parecia ser confiável.Gostei de sua conversa, da maneira que ele via o mundo, de como entendia as pessoas, de como respeitava as ideias alheias e da solidariedade que parecia lhe ser inerente.
Foi com certa melancolia que me despedi de meu novo amigo aquela tarde.Tive vontade de acelerar o tempo, amanhã estava muito longe...
Mais um dia de trabalho, nem bem arrumei minhas coisas rotineiras, sentei na frente do computador e lá estava ele.Não tive coragem de lhe confessar que sonhara com aquele apelido, que eu havia passado a noite em claro contando as horas para o dia clarear.Tudo que ele havia dito sobre relacionamento, solidão...Era como se já me conhecesse...
Passamos o dia teclando, ele me convidou para usarmos o "Messenger", fiquei um pouco receosa, assim mesmo aceitei o convite.Não havia uma foto, no lugar apenas um avatar com três letras.CCS.Passamos quase o dia inteiro teclando, até que ele me deu o número do seu telefone.Disse a ele que não poderia ligar, que eu era uma mulher casada, madura, com filhos, lhe dei todos os motivos possíveis para escapar daquela “armadilha”.Não consegui, a curiosidade, a vontade de conhecer a voz por trás do apelido, de ouvir o som daquelas palavras doces que ele escrevia me encorajaram e liguei.
Eu disse um alô inseguro e esperei a voz que viria do outro lado da linha.Tremi e transpirei, me senti com quinze anos, com o coração na boca.Curiosa e com medo.Medo do que estava sentindo naquele instante.Foi libertador...
Quinze dias depois da primeira ligação, já me sentia envolvida por aquele homem, já tínhamos nos visto pela web cam.Parecia inacreditável, ele já era parte da minha vida.
Ele queria me conhecer de forma real, me falou que queria me dizer olhando nos olhos tudo que dizia na vida virtual.Eu relutava, morria de medo de que me vissem em companhia de um completo desconhecido, mas as meninas me incentivaram, e marcamos um encontro.
Ele me esperava na rua paralela a estação, encostei o carro, buzinei, minhas pernas tremiam, eu podia ouvira as batidas do meu coração.Ele veio se aproximando devagar, colocou a cabeça pra dentro do carro e me beijou.Um beijo longo que me fez estremecer e esquecer minha condição de esposa fiel e mãe presente.Abri a porta do carro ele entrou, rodamos por algumas ruas e sem consultá-lo entrei em um motel.Ele não pareceu surpreso, apenas me perguntou se eu tinha certeza se queria realmente fazer aquilo. Respondi que lá dentro decidiria.
Entramos no quarto, ele sentou-se na cama e me olhava, eu permaneci em pé olhando dentro dos seus olhos.Abri os botões de minha blusa e coloquei sua mão sobre meio seio, lhe pedi pra sentir meu coração, ele sorriu e me acariciou.Seu toque me fez jogar fora todos os tabus que me privaram a vida inteira de ser mulher e humana. Seu toque me fez jogar fora todos os meus conceitos judaico-cristãos, de família, igreja e moral.Eu queria era ser amada, precisava me sentir mulher, amante, traidora, dominadora.Dona do meu mundo.Nos amamos sem medo do pecado e sem medo do inferno...
Na esquina em frente à estação ele desceu do carro, me beijou e partiu.Perguntei se nos veríamos de novo e ele disse que não.
Demorei um tempo pra entender sua afirmação.Primeiro me senti desprezada, achando que ele não gostou de ter feito amor comigo. Somente tempos depois pude perceber que ele me amou de verdade. Uma única vez, mas foi pra sempre.
Tive coragem e contei para meu marido e meus filhos, lhes falei que queria ir embora, que iria viver só.Meu marido mesmo sabendo de tudo, me permitiu ficar em casa, dizendo que eu não precisaria sair. No fundo, no fundo ele não me condenou.
No dia do nascimento do meu primeiro neto, meu marido me convidou pra tomar um drink, que fossemos comemorar.Há tempos não tinha bebido tanto, eu estava radiante e feliz de verdade, meu marido segurou minhas mãos e disse que nunca havia me visto tão linda.Falei que ele estava sendo gentil, ele disse que não,que era verdadeiro o que estava dizendo.Ele se ajoelhou e disse que ainda me amava.Fiquei emocionada e percebi que nunca havia deixado de amá-lo também.
Eu e meu marido estamos nos conhecendo novamente, descobrindo novos lugares e nos permitindo mais.
Nunca mais entrei em salas de bate- papo,ainda lembro do homem a quem amei eternamente por uma única vez. Sei que errei ao me envolver.O que me conforta é ter a certeza que ele mudou minha vida.Apaguei o CCS do meu computador, não faço mais parte do Clube do Coração Solitário.
Meu nome é Rita de Cássia e quero morrer de amor...

Tuesday, January 11, 2011

The Motor “Music” Home - A Lendária Nave da Música


Foto:Internet

   A Estrada do M´boy Mirim estava alagada,havia caído um temporal dos infernos.Sofás ainda boiavam nas calçadas, o trânsito estava completamente parado. Buzinas, calor insuportável.
Apenas mais um fim de semana de verão em São Paulo.
   Com muita paciência, consegui levar o velho Fuscão até o Jardim Ângela. Entrei na Rua da Gaita de Foles e parei na esquina da Rua dos Clarins.
   A chuva não parava, o carro também não funcionava mais. A bateria tinha arriado, não havia mais condições de sair dali sem um mecânico. Reclinei o banco e coloquei uma fita pra rodar, encontrei a caixa de latas de cerveja. Fechei os olhos e acompanhei o ritmo da chuva com a música que saía dos alto-falantes. E por ali fiquei.
    Alguma coisa me fez abrir os olhos. Vi um grande veiculo estacionado na Rua do Fonógrafo, na esquina com a Rua das Flautas Transversais.Era o veículo mais “diferente” que vi na vida. Uma mistura de tudo o que a mente humana já havia projetado.Era uma parte submarino, parte navio, parte trem e outra parte, um ônibus gigante.
    Lembrei-me que certa vez um cara que bebeu comigo num boteco, lá no Parque do Lago, me falou sobre tal “nave”. Com todo respeito, ouvi sua história. E claro, não acreditei.
Parecia estranho, de repente o céu estava estrelado como nunca antes eu havia reparado.
   O estranho veículo estacionado, bem ali. Fiquei encantado! Uma força desconhecida me puxava em sua direção, era irresistível tamanha beleza.
Abri a porta do velho Fusca e caminhei em direção ao veículo. Meus olhos incrédulos buscavam os detalhes, era tudo muito perfeito.
   As dezenas de rodas eram douradas, os pneus tinham faixas prateadas, em todo o redor da estranha “nave” havia sacadas, como nas velhas “jardineiras”, que décadas atrás cruzavam a cidade.
   Fui me aproximando, entre curioso e cauteloso.Uma pequena porta se abriu, um senhor desceu lentamente segurando nos corrimões dourados.Ele veio em minha direção, sorrindo, acenando e já me convidando a embarcar na nave.Ele não pronunciou nada, mesmo assim entendi e aceitei o convite.Subi a pequena escada e entrei na mais incrível experiência de minha vida.
   A entrada pequena não demonstrava a exata medida daquele veículo espetacular, tudo era enorme e bonito, a decoração era luxuosa, belos tapetes forravam o assoalho, grossas cortinas cobriam as janelas e a luzes coloridas iluminavam delicadamente todo o interior.
   Logo na primeira sala três rapazes tocavam um jazz, aqueles dos primórdios, com baixo, pianola, um saxofone, um banjo e uma bateria dixie.Me cumprimentaram com sorrisos e acenos com as cabeças,gentilmente retribuí os cumprimentos e prossegui corredor adentro.
   Na sala seguinte reconheci muitas pessoas que ali estavam. Nat e Pixinguinha conversavam animadamente. Frank e Tom faziam um dueto ao som do lustroso Steinway e a cada pausa bebericavam um gole de champagne. Todos pareciam felizes, percebi que se tratava de uma grande festa.
   Chegamos ao bar e lá estava ela, usando um vestido de veludo azul, colado ao corpo, com um decote de pecadora e exibindo curvas libidinosas.Fixei meus olhos em seus olhos, nunca a havia visto antes, mas senti que ela me reconheceu de algum lugar do passado.
   O velho senhor segurou a minha mão e colocou sobre a mão dela, indicou o corredor em frente e nos incentivou a prosseguir “nave” adentro.
   Não queria parar pra pensar no que estava acontecendo, foi somente uma cerveja que tomei lá fora... Me sentia leve, feliz e sonâmbulo, me senti dentro de um sonho,personagem de um filme dos anos vinte, ou trinta, ou sei lá... Sei que estava vivendo algo misterioso e que tive medo que fosse mesmo um sonho.E tive medo de acordar.
   Ela me conduzia pelos corredores, curioso eu observava as cabines. Em uma delas John gesticulava para Raul e ambos sorriam.Encostados nas paredes do corredor Vallens e Marilyn trocavam carícias ao som do blues que saía do velho violão Martin de Johnson.
   Na passagem de um “vagão” para o outro ela se agarrou em meu pescoço e me beijou demoradamente. A lua e a brisa da madrugada foram cúmplices da mais bela cena de amor que vivi.
   Achei graça quando adentrei um grande espaço, que mais parecia uma sala de estar, sentados frente à frente Bob, Tim e Brown, gargalhavam enquanto acendiam um rechonchudo “baseado”.
   Ela me levou para uma pequena e confortável cabine e me amou...Me amou... Me amou...
   Percebi que tudo parecia estar chegando ao fim, todos se dirigiam ao grande salão. Foi uma correria, todos queriam os melhores lugares. Afinal, era hora do grande show da noite. No palco principal, depois da apresentação de Enrico, Callas e Fitzgerald, era a vez dos Kings of Stars.Nada mais nada menos que a maior banda de todos os tempos. Juntos pela primeira e última vez, Hendrix na guitarra, Bonhan na bateria, Pastorius no baixo e nos vocais Mercury, Janis e Presley.
   Na plateia, Jackson, Curt, George, Marvin, Holliday e muitos outros faziam um sonoro, animadíssimo e afinado coro.Um outro espetáculo à parte...
   O sol do meio dia já batia em meu rosto, quando um garoto bateu no vidro do carro, gritava pedindo para que eu tirasse o velho Fuscão da frente da garagem de seu pai.
   Uma profunda decepção me atacou. Pigarreei, tossi, esfreguei os olhos e não reconhecia o lugar onde estivera estacionado a noite toda. A placa no poste me trouxe de volta, Rua dos Clarins.
    A “nave’ foi um doce sonho. O Motor” Music” Home era só uma lenda da qual ouvi falar lá no Bar do Bal. E já era hora de ir embora, tentar aproveitar o resto do domingo no churrasco lá no Guaracy.
   Liguei o Fuscão 77, enfim, ele “pegou”. Subi a Rua da Gaita de Foles e entrei na Estrada do M´Boy Mirim.As imagens não me saiam da memória. Juro que ainda podia sentir o perfume dela, um pouco do que ficou em minha camisa. Nos meus ouvidos ainda ecoava a música mágica das guitarras, dos oboés e das flautas.
   O semáforo fechou, procurei a caixa de latas de cerveja, um pedaço de tecido veio no lugar. Era um cachecol, o mesmo que Presley usara no show dos Kings.
   Olhei no retrovisor, alguém de vestido azul entrou num táxi, ainda pude ver seus lábios se juntando, formando um beijo. E era pra mim.
   Até hoje não consegui saber se sonhei ou se vivi aquela noite, aquela festa.O que sei é que a velha “nave” nunca mais saiu de mim.
   Dia desses no Largo Treze entrei em um bar pra comprar cigarros, reconheci o cara que bebeu comigo no Parque do Lago.Ele sorriu e me convidou para uma cerveja.Me contou muitas histórias e por fim me confessou...Era ele quem pilotava o Motor“Music” Home.

Friday, June 11, 2010

SELO POVO!

A Selo Povo tem a honra de noticiar que Marcos Teles é o novo autor da editora, ele será o próximo autor da coleção de livros, que já publicou Ferréz e agora lança Cernov.

O livro de Marcos Teles chama-se Sob o Céu Azul.
Segue o link:
http://selopovo.blogspot.com/2010/05/marcos-teles-novo-contratado-da-selo.html