Marcos Tecora Teles

Marcos Tecora Teles
Showing posts with label literatura marginal.são paulo. Show all posts
Showing posts with label literatura marginal.são paulo. Show all posts

Tuesday, July 28, 2020

Perdidos no Espaço

Imagem:Internet

O Covid- 19 veio nos dar uma grande lição,a lição de que ainda não sabemos de nada.
Estamos todos girando no espaço,dentro de uma bola de terra,ferro e água.
Ainda buscamos as respostas para as três questões que nos afligem desde os primórdios;de onde viemos,se estamos sozinhos no universo e para onde vamos.
Uma lição aprendemos nos últimos tempos,certamente,não estamos sozinhos no universo;estamos perdidos no espaço.

Tuesday, May 12, 2020

LIteraLive!


Dia 20 de maio de 2020!
Das 19:00  horas às 20:00 horas.

Wednesday, November 13, 2019

As Luvas do Goleiro


Imagem:internet

As Luvas do Goleiro

“ O tempo passa, torcida brasileira! ”
Fiori Gigliotti

Quando ainda éramos crianças, no Jardim São Bento, não acreditávamos que o tempo passaria tão depressa.
Nossa vida era brincar, a rua era o melhor lugar do mundo, mas quando chegavam as férias escolares, aí os dias não tinham fim.
Acordávamos cedo, a gente empinava pipa, rodava pião, jogava bolinha de gude; coisas normais naquele tempo. Na verdade, nossa maior paixão era a bola, os campinhos que improvisávamos, nossa paixão eram as partidas inesquecíveis, o sanduíche de mortadela e a tubaína depois dos jogos.
No fundo, sabíamos que nossa vida não era perfeita, muitos daqueles meninos não tinham nada, às vezes, nem o que comer. A miséria também vivia entre nós, era uma companheira constante e indesejada. Mesmo com nossa inocência, sabíamos que de algum modo, chegaria a hora do grande jogo e que teríamos que driblar a vida.
De todos nós, Topinha era o menino mais pobre, vivia com a mãe em um barraco no final da Rua Um, na beira do córrego.

Topinha também era o melhor goleiro do mundo, mesmo sem possuir as chuteiras, o uniforme e as luvas. Em toda e qualquer partida, era sempre o primeiro à ser escolhido. Com ele no gol, a chance de vencer era garantida. Ele era um menino, alto, magro, com reflexos rápidos e muita elasticidade nos movimentos. Topinha dizia que incorporava os grandes goleiros. Em alguns jogos, tornava-se Emerson Leão, da seleção brasileira, em outros, o argentino Fillol e nas grandes decisões ele se transformava em Sepp Maier, o grande goleiro da Alemanha.

A periferia crescia desordenadamente, era raro um final de semana em que não chegassem novos moradores no bairro. Até que um dia, com a chegadas de alguns novos moradores, também chegou o crime e percebemos que muitos de nós, perderiam a inocência.

Eram os anos setenta e inevitavelmente, também chegou a febre da discoteca e muitos meninos queriam ser John Travolta e assim as coisas foram tomando outro rumo. Os garotos com “cabelo bom”, queriam usar brilhantina, mas não tinham dinheiro para comprar. Um dos novos moradores, o Enéas bolou um plano e formou uma turma, foram roubar os vidros de brilhantina no Mercadinho do Shozu. Para o azar de Topinha, o plano deu certo.
Incentivado por Enéas, Topinha resolveu roubar um par de luvas de goleiro na Loja da Japonesa. Ele conseguiu, mas não contava com a presença de Naldo, um policial violento que fazia bicos no comércio do Capão Redondo.

Topinha escondeu as luvas sob a blusa enquanto Enéas e Romildo tiravam a atenção da japonesa. Ao sair da loja, correu beirando a barranco, Naldo colocou o pé na sua frente, Topinha perdeu o equilíbrio, caiu na ribanceira e ficou trespassado pelas vigas de aço que saiam de uma casa em construção. 

Meses depois, Topinha voltou para casa em uma cadeira de rodas, nos olhou com vergonha, arrependimento e imensa tristeza.
Quando crianças, sempre soubemos que vivíamos um sonho. Tínhamos medo de acordar e perder aquele estado permanente de felicidade. A gente vivia para sonhar. Hoje, depois de tantos anos, depois da infância, a gente descobre que é obrigado a sonhar para continuar vivo.

E como dizia o saudoso locutor: “ O tempo passa, torcida brasileira! E fecham-se as cortinas e termina o espetáculo! ”

Thursday, April 25, 2019

O Negro Pereira


Imagem :Internet

O Negro Pereira

O Negro Pereira chegou no Jardim São Bento em um dia de sábado, era um dia nublado e algumas pessoas corriam, trabalhando para terminar de cobrir o pequeno barraco que ele iria morar com sua mãe e seu irmão mais velho.
Negro Pereira era um rapazola, devia ter uns doze ou treze anos. Eu era mais novo. Nos tornamos grandes amigos. Nós éramos fãs de futebol e gostávamos de jogar bola.
O barraquinho onde morava Negro Pereira era paupérrimo, sem energia elétrica, sem banheiro, sem água encanada e o piso era de terra batida. Ele morava com sua mãe e Pelé, seu irmão mais velho, que só vinha para casa a cada quinze dias.
Dona Maria, mãe de Negro Pereira, era uma senhora negra, gorda, de fala meiga, de sorriso tímido e olhos tristonhos. Eu a achava parecida com Tia Anastácia, personagem de Monteiro Lobato, isso me fez nutrir ainda mais carinho por ela. Um dia, fui procurar o Negro Pereira para jogar futebol e a encontrei chorando, ela me disse envergonhada que chorava de fome. Depois desse dia, prometi a mim mesmo que ela nunca mais ficaria sem comer.
A casa onde eu morava, dava de fundos para uma viela. Sem que ninguém em casa notasse, eu enchia uma sacola com alguns mantimentos, que hoje seria uma espécie de cesta básica e entregava para o Negro Pereira.
Aos domingos e nas datas festivas, minha casa estava sempre cheia, vinham os parentes e era aquela comilança. Eu separava parte de tudo aquilo, que aliás, sempre sobrava, e levava para Dona Maria. Agradecida, ela me abraçava e me beijava os cabelos.
O mais interessante é que nunca, ninguém percebeu que eu tirava comida da dispensa.
Tempos mais tarde, chegaram novos moradores, novos barracos foram sendo construídos. Muitos jovens nas ruas do bairro e pouca atividade, logo formou-se uma quadrilha.
 Quando alguns rapazes aparecem com carros, roupas novas e dinheiro no bolso, muitos garotos sentiram-se atraídos, mas aqueles eram tempos nebulosos. Eram os anos setenta.
Mesmo com tão pouca idade, percebi que o Negro Pereira também estava disposto a encarar a vida no crime. Eu gostava dele como se fosse um irmão e não poderia deixar que fizesse besteira. Por ser de boa índole e ter um coração generoso, Negro Pereira me ouviu.
Aqueles eram tempos nebulosos. Anos setenta.
Era uma manhã de abril e um helicóptero sobrevoava os Jardins São Bento e Soraya. Viaturas e cavalos da polícia chegavam aos montes. Tudo estava cercado. Os primeiros tiros causaram uma correria generalizada e poucos curiosos, como nós, permaneceram observando o final da ação.
Negro Pereira e eu, olhávamos assombrados os soldados em seus cavalos, arrastando homens amarrados pelas mãos e pelos pescoços.
Quando enfim, o silêncio tomou conta daquele lugar, pudemos ver muitos dos nossos amigos. Todos mortos e mergulhados em sangue, estirados nos becos, nas ruas e nas portas de algumas casas.
Depois de presenciar tanta barbárie, Negro Pereira e eu, voltamos calados pra casa, não trocamos palavras, ele só me deu um abraço.
 Hoje, depois de tantos anos, mesmo com toda aquela cena de guerra, com a tristeza de tantas vidas abatidas, me sinto orgulhoso, acho que naquele dia, salvei uma.
 Negro Pereira e Dona Maria, mudaram-se do Jardim São Bento, Pelé, comprou uma casa no Grajaú.
Depois de muitos anos, encontrei Negro Pereira, ele estava trabalhando em uma estamparia na Vila Olímpia. Conversamos, bebemos uma cerveja e falamos da vida. E depois nunca mais...
Hoje, fiquei sabendo que meu amigo, Negro Pereira, faleceu há cinco anos, senti muito por não ter me despedido.
Mas esses também, são tempos nebulosos.


Thursday, March 08, 2018

Apenas Escrevo




Apenas Escrevo


Escrevo porque gosto de escrever.Gosto de contar histórias.Gosto das coisas simples.
Não escrevo para receber prêmios.Quando escrevo,fujo das palavras rebuscadas,do floreio literário.Não perco tempo tentando criar novas palavras.Não quero parecer intelectual,nem preciso.Não faço parte de grupos,nem quero.
Não quero fazer parte da elite literária,que foge do povo,que não quer vender livros para o povo.
Eu escrevo para quem não lê.Também escrevo para as prostitutas,para os operários,para os encarcerados.Eu escrevo para mim, eu escrevo para o povo!

Marcos Tecora Teles


Wednesday, August 24, 2016

Depois Daquele Beijo

Foto: Internet


Depois Daquele Beijo


   Hoje, exatamente hoje, faz vinte anos que vivo na mais completa escuridão. Provavelmente, minha história não seja tão especial e nem signifique muita coisa. Provavelmente, minha história seja igual à história de milhares de outras pessoas. Mas esta é minha história. E uma coisa eu posso afirmar; ninguém recebe o primeiro beijo da vida de uma garota e passa incólume pela vida.

   Depois de longos, turbulentos e tristes anos, voltei ao bairro onde nasci e vivi parte de minha vida. Fui visitar alguns amigos de minha família.
   Era uma tarde fria de agosto, um sábado. Fui recebida com afeto e percebi a comoção que causei nos amigos, ao chegar amparada por Billy, meu cão – guia. Depois dos abraços afetuosos e beijos emocionados, nos sentamos e tomamos café. Tudo como nos velhos tempos.

   Mas  a campainha tocou...
   Enquanto alguém foi atender ao portão, continuávamos conversando eufóricos e sorrindo alto.
   A voz daquela visita inesperada fez abrir uma porta no tempo. E era a mesma voz, a mesma voz melancólica do menino bonito e tristonho por quem me apaixonei um dia.
   Nosso reencontro foi como deveria ter sido, emocionante, repleto de arrependimentos e pedidos de desculpas. Tínhamos muito o que falar,mas também tínhamos muito o que calar.
   Ele quis saber de tudo o havia acontecido comigo em todos esses anos, quis saber como me sentia e eu não lhe escondi nada. Contei a ele que foi em uma tarde de sábado como aquela, onde ficamos sozinhos. Ali, naquela mesma casa, naquela mesma sala, ouvindo Van Morrison tocar na vitrola, que trocamos um beijo. Meu primeiro beijo. Eu lhe contei que foi ali, que uma garota aos catorze anos se apaixonou por um rapaz bonito e romântico. Eu o fiz lembrar que, depois daquela tarde eu lhe ligava perguntando; e agora? E ele sorria do outro lado da linha.
    Lembrei a ele que, depois daquela tarde de sábado,durante meses,todas as tardes de sábado foram mágicas,dançávamos colados e trocávamos beijos apaixonados.Sentávamos no tapete daquela sala,ele já adulto bebia vinho e eu bebia Coca- Cola.
   Eu contei a ele sobre minha tristeza. Sobre a humilhação na minha festa de quinze anos. Contei que contava os dias, ansiosa e insone, esperando o dia chegar para poder dançar com ele, eu queria dançar a valsa com meu príncipe. Mas ele não apareceu. Sem se despedir, desapareceu e nunca mais voltou. Não podia deixar de lhe contar sobre toda minha tristeza e decepção.
   Também falei que anos depois me casei com uma pessoa que quase acabou com minha vida. Eu falei que me casei com um homem que parecia me amar, mas só me trouxe dor e tristeza. Um homem violento e viciado. Um homem habituado apenas à boemia e aos prostíbulos. E não pude esconder que esse homem contraiu o vírus da AIDS e que por sorte ou sei lá, a única coisa que me passou foi sífilis e perdi completamente a visão. Talvez por piedade de mim, Deus o tenha levado pouco tempo depois.
   Contei sobre a perda de meus pais e que, desde então vivo quase só.
   Eu falava e ele só ouvia. Eu pedi para ver seu rosto com minhas mãos.Ele aproximou seu rosto do meu e lhe toquei a face.Era o mesmo rosto delicado,o mesmo perfume e o mesmo hálito que exalava vida.Eu toquei seu rosto e podia ver o passado,via as luzes das tardes ensolaradas.Eu tocava seu rosto e a mesma música chegava em meus ouvidos.Eu tocava seu rosto e nas pontas dos meus dedos ainda podia sentir a tristeza daquela alma doce,que por muito e muito tempo viveu atormentada pelo abandono na infância,pela pobreza e pela fome.Eu tocava em seu rosto e suas lágrimas escorriam por entre meus dedos e pude, enfim,saber que aquele menino bonito e tristonho também me amou um dia.
   Ele me contou que teve medo e fugiu de tudo, mas nunca se esqueceu daquela tarde de sábado. Ele também descobriu que ninguém dá o primeiro beijo da vida de uma garota e passa incólume pela vida.

   Hoje, também é sábado e minha sobrinha está me fazendo companhia. Ela vai passar o final de semana aqui em casa. Minha sobrinha não conhece toda minha história, mas ela ligou o som e colocou uma música pra tocar. ”Sweet Thing”, Van Morrison...


Tuesday, December 01, 2015

Jovens Homens Pretos

Imagens:Internet

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro assassinou cinco jovens homens pretos.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro não assassinou apenas cinco jovens homens pretos.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro assassinou o futuro de cinco jovens homens pretos.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro,todos os dias, assassina o futuro.
A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro,também não gosta de jovens homens pretos.

Friday, October 10, 2014

Lia 100121 Trecho



 


   Foi em uma festa no Bar do Quirino que conheci Letícia. Paixão à primeira vista e arrebatadora.

   Naquela noite eu havia bebido como de costume. Alguns uísques, algumas cervejas, mas ainda estava inacreditavelmente sóbrio.
    Letícia estava sentada numa mesa no fundo da choupana - o Bar do Quirino era uma choupana -, ela e mais dois amigos. Eu não conseguia tirar os olhos daquela obra de arte em forma de mulher. Ela fingia  não perceber que eu a observava. Às vezes encostava a cabeça no ombro de um dos seus amigos e sorria. Eu prestava atenção a cada um de seus movimentos.
    Minha alegria acabou quando ela saiu de braços dados com um dos rapazes que estava na mesa. Fiquei triste, meu coração ficou pequeno. Naquela noite adquiri amor platônico por Letícia, ela nem me notou. Quirino me serviu mais uísque e me carregou pra casa.

   No outro dia resolvi usar o que aprendi na faculdade de jornalismo pra descobrir o endereço de Letícia. Eu não estava disposto a passar mais uma noite sem dormir. Ela foi um furacão que passou por mim, levando minha sanidade, meu coração e sei lá mais o quê. Precisava achar aquela mulher.

   Depois de muitas perguntas e poucas respostas finalmente encontrei seu paradeiro.
   Ponta da ilha. Descobri seu endereço.
   Como louco mandei flores e escrevi poesias.
   Ela me encontrou no quiosque e também gostou de mim.
  
   Letícia invadiu a minha vida, por causa dela embarquei numa história incrível.

Friday, September 12, 2014

Meus Pés Descalços



 
Foto:Internet


Trago nos meus pés as marcas do lugares por onde passei.Tenho os dedos calejados ,as unhas quebradas e os calcanhares lascados.Na sola dos meus pés, carrego as marcas de cada pedra, de cada rua de periferia por onde caminhei.

Thursday, January 16, 2014

A Sociedade Tola e os Rolezinhos


Foto:Terra


Eu não iria escrever nada à respeito dos "rolezinhos",porém,tenho ouvido e lido tanta bobagem que resolvi comentar.
Conheço e convivo com essa molecada que organiza os pancadões.Conheço e convivo com essa molecada que tira o filtro do escapamento das motos.Conheço e convivo com essa molecada que organiza "rolezinhos".
Eu tomo energético com vodka com essa molecada  nos pancadões.Eu pego carona com essa molecada,nas motos com "estralador" e sem filtros de ar nos escapamentos e também estive com eles no último "rolezinho" no Shopping Campo Limpo.
Os tolos estão politizando,radicalizando sobre um assunto que imaginam dominar.Explanam longas teses,criam discussões,debates,citam problemas sociais,raciais e outras coisas mais.
Sabem o que essa garotada quer?

Diversão,apenas e tão somente diversão.Eles não estão protestando por nada.
Para saber a razão do som alto nos carros,das motos barulhentas e dos "rolezinhos" eles me disseram a seguinte frase.Simples e definitiva:
"Só queremos chatear os outros.Chatear um pouquinho."

Monday, August 05, 2013

O Brasil é o País do Crime

O Brasil é o País do Crime!



Imagem internet


O crime é o maior empreendimento do Brasil.Não há neste país nenhum outro investimento tão lucrativo e seguro. Não há nenhuma fábrica de bens de consumo, nenhuma rede de venda a varejo, nenhuma empresa prestadora de serviços, de telecomunicações ou qualquer outra atividade lícita que dê tanto lucro quanto o crime. O crime é uma instituição genuinamente brasileira.Nenhuma outra nação conseguiu adotar de forma tão competente esta atividade.


Para começar a dissertar sobre este assunto terei que voltar lá nos primórdios, na época do descobrimento, quando Pedro Álvares Cabral aqui chegou, trazendo sua corja de genocidas e estupradores.

Depois de tomada a posse destas terras tropicais, a coroa portuguesa, temendo invasões estrangeiras, preocupou-se em povoar a nova colônia. Mas lá na corte eram poucos os que queriam aventurar-se na travessia do oceano atlântico, por não saberem o que os aguardavam em lugar tão distante e misterioso.Não restando alternativa, a aristocracia resolveu fazer acordos com a marginália de Portugal.Viriam para o Novo Mundo e aqui começariam nova vida.Muitos receberiam títulos e terras.O que seria absolutamente conveniente, pois resolveriam dois problemas ao mesmo tempo, se livrariam da escória e conseguiriam tomar posse de verdade das novas terras conquistadas.Os acordos foram feitos.E o Brasil começou assim...

Não vou me dar ao trabalho de relatar aqui o que já temos como registros históricos de pilhagem na época da colonização, pois quero entrar no assunto que é o título deste texto.


No Brasil sempre houve apenas duas classes sociais, ricos e pobres. A chamada “classe média” surgiria anos depois com a revolução industrial no País.

Os ricos sempre fizeram as leis e sempre tiveram nas mãos os rumos de nossa nação.As leis sempre foram feitas pelos ricos para uso próprio como forma de proteção, já que no início do século XX até meados dos anos 50, os que mais cometiam crimes no Brasil eram fazendeiros, grileiros, posseiros e proprietários de manufaturas.Eram eles que encomendavam assassinatos, por questões de terras, estupravam mulheres e expulsavam trabalhadores de pequenas cidades.Quando por algum descuido eram pegos pega lei, o poder financeiro os livrava facilmente de qualquer empecilho penal.
O (atual?) código penal brasileiro data de 1940.E foi feito sob medida para as classes dominantes.
Durante o correr dos anos, algumas leis foram incluídas, outras alteradas, modificadas, porém, o código continuou a ter seu uso dirigido à mesma camada da sociedade e hoje, por ironia, também favorece o crime organizado.

Indubitavelmente o crime dá lucro, todos ganham muito com ele, em todos os setores da sociedade.A violência gera empregos diretos e indiretos.Seja contratando criminosos ou aos que vivem em decorrência de delitos.Como advogados, juízes, policiais, empresas de segurança privada, empresas de acessórios eletrônicos, traficantes, ”aviões”, “mulas”, sequestradores, assassinos, sindicalistas, imprensa,

políticos, empresários, publicitários,fiscais de prefeituras e de todas as instâncias de fazenda pública,entre tantas outras atividades.

O Brasil foi planejado para o crime!

Sem o crime o país não cresce!
Acredito que pelo menos 70% da população brasileira já tenha cometido um delito, mesmo sem saber.Muitos de nós já corrompemos alguém ou fomos corrompidos.

De onde vem todo este mal? Podem dizer que sou radical, etc, mas vou afirmar com convicção.O Crime também e principalmente, nasce dentro na lei (lei?)!


A POLÍCIA


A polícia brasileira é assassina e cruel, a polícia brasileira é quem corrompe o sistema inteiro.

A polícia no Brasil tem poder demais, muito mais do que deveria ter!
Dê uma carteira e um revólver na mão de alguém despreparado e veja o que acontece. No mínimo, truculência e abuso de poder.A polícia no Brasil é quem fomenta o crime, é quem dá a certeza de impunidade.A polícia sempre teve um preço.Antes era paga pelos senhores de escravos. Hoje é paga para proteger os mesmos senhores, mas ao mesmo tempo, também recebe do crime.
Desarme a polícia e diminuirá a violência! Ou você acredita
que quem arma os bandidos são os cartéis da droga?
Sabemos que é impossível combater o crime com tamanha desfaçatez.
Como acreditar numa polícia que acha que tem o poder de abordar, prender, julgar e punir um cidadão em uma rua de uma periferia qualquer? Como acreditar em uma polícia que constitui sociedade com traficantes?
Como acreditar em uma polícia que transforma delegacias em balcões de negócios?
Como acreditar em uma polícia que usa carros do estado pra recolher moedas em caça-níqueis, dinheiro em bordéis e em casas de jogos? Isso é só pra dizer o mínimo!

OS PRESÍDIOS


As cadeias estão sempre lotadas, por quê será? Muitos criminosos? Também. Mas será mesmo apenas isso? E os lucros das cadeias? Com quem fica? Sim! Cadeia dá lucro! Ou você acredita mesmo que um preso possa custar 1.700 reais ao estado? Vamos fazer uma conta?

Os restaurantes do governo do Estado de São Paulo, subsidiam refeições vendidas nos restaurantes Bom Prato, cada refeição custa 1 real.Um preso se alimenta em média três vezes ao dia, então no final de trinta dias ele consumirá 90 reais em média dos cofres do estado, sem falar que presos não recebem material de higiene, como sabonetes, pasta de dentes, etc.
Então, como pode um preso custar 1700 reais aos cofres do estado? Você ainda tem dúvidas de que o crime é um grande negócio?
O Brasil tem pressa em formar criminosos!
Qual o verdadeiro motivo de tanto descaso com nossas crianças? Por quê tanta maldade com nossos adolescentes?
A verdade está aí, nua e crua.O crime é o maior empreendimento deste país.

Uma outra pergunta: Por quê será que não reformam o código penal?Será que é porque as perdas (financeiras) serão muito grandes?Por quê será?


MÁQUINA DE FABRICAR CRIMINOSOS


Na história da humanidade sempre houve o uso da mão-de-obra de prisioneiros.Presos políticos, presos de guerra e etc, que foram designados para trabalhos forçados.Os Estados Unidos e muitos países europeus usaram e ainda usam muito desta “força de trabalho”.

Como citei anteriormente o código penal brasileiro não obriga o preso a trabalhar.Claro, por causa do código “caduco”, feito para “barões”.Hoje em dia um preso que queira trabalhar,tem que pagar alguma coisa a alguém,já que um dia de trabalho lhe é debitado na pena .
Mas existe e sempre existiu um esquema para encher cadeias.Para muitas “autoridades” cadeia cheia é investimento,é bolso cheio.
Será que é tão difícil educar alguém? Como pode uma criança de 10 anos se transformar em um assassino cruel?Eu tenho a resposta.
A antiga Febem (hoje Fundação Casa), sempre foi uma máquina de fabricar criminosos. Durante o regime militar (onde tudo começou), menores infratores ou não, eram literalmente “jogados” nessas casas de correção.Mas nunca houve intenção de corrigir ninguém, o que sempre houve foi coação, violência, abuso sexual e outras humilhações.Ao invés de reeducar os futuros cidadãos, criavam e continuam criando exércitos de psicopatas.
Tenho muitos amigos que passaram pela Febem, muitos sobreviveram e hoje levam uma vida pacata, com família e trabalho digno. Muitos outros, anos mais tarde, morreram em confronto com a polícia.Mas todos, todos entraram lá crianças. E eram crianças que ainda jogavam bola na rua, brincavam com bolinhas de gude, soltavam pipas.E muitos eram absolutamente inocentes.
As pessoas procuram a resposta para tanta violência e por incrível que pareça a resposta está na frente de todos.

Todos sabemos da condição desumana com que são tratados os encarcerados.

A cadeia pode ser humanizada.
Pode sim! Dê trabalho e escola aos presos. Cadeia tem quer boa! É isso mesmo!Cadeia tem que ser boa, com horário para o trabalho, com horário para o estudo, para o culto religioso, horário para as refeições, para o entretenimento e etc.
O preso tem que pagar sua pena sem benefício algum, tem que cumprir integralmente, porém, tem que ser preparado para voltar à sociedade.
O estado não precisa gastar um centavo na formação escolar e profissional de um preso. A cadeia é autossustentável. Para cada três dias de trabalho é abatido um dia de pena.Todos querem trabalhar, é lógico, quanto mais estudo e trabalho, mais próxima estará a liberdade.
O estado não quer educar os cidadãos livres, imagine se vão se dar ao trabalho de educar os encarcerados.
Como afirmei o custo na educação e formação dentro dos presídios não custará nada aos cofres públicos.As cadeias estão cheias de profissionais.Lá estão professores, médicos, advogados, engenheiros, e tantos outros profissionais.O trabalho não é moeda de troca com a liberdade? Então?
Claro!Um ensina o outro, um trabalha para o outro e todos trabalham de graça para o estado.Todo mundo sai ganhando, principalmente a sociedade que ao invés de receber de volta assassinos revoltados, receberá profissionais com anos de educação.
Como escrevi no início, o Brasil é o país do crime.Não parece que esse estado de coisas irá mudar tão cedo.Uma sociedade moldada na mentira e na corrupção levará décadas para se transformar.

Sei que não é possível acabar com o crime.Quase todo o sistema jurídico que conhecemos foi formulado com base no velho testamento.Muitas nações adotaram a religião como ponto de partida para suas leis, mas os livros sagrados apontam como maior benção o livre arbítrio.Todos somos livres para fazermos o que quisermos, o que é um paradoxo.


O crime nunca vai acabar, mas é possível transformar o criminoso. O problema é que no Brasil não se combate o crime de verdade, na fonte.

A verdade é que o crime sempre foi e sempre será a maior fonte de renda deste país!
O Brasil é o país do crime!

Sunday, August 04, 2013

Sangue nos Olhos

Sangue nos Olhos

Um trecho.

   O Opala reluzente surgiu rodando devagarinho na descida depois da curva, na rodovia Régis Bitencourt, divisa das cidades de São Lourenço e Itapecerica da Serra.


   Os policiais recebiam a confirmação pelo rádio de que era mesmo esse veículo,um Opala 4.1 S, preto,placas AL 1018 de São Paulo.

  Acabara de ser  montado o bloqueio policial,várias viaturas e alguns caminhões fechavam os dois lados da estrada,os soldados estavam de prontidão,preparados para parar o veículo que parecia vir aumentando a velocidade a cada palmo de chão.
  
   O Opala começou a ganhar um pouco mais de velocidade e os primeiro tiros de advertência foram disparados,o veículo não parava.

   Os tiros já partiam em direção ao veículo e ele só rodava mais e mais depressa...Até se chocar em um dos caminhões que fechavam a rodovia.

   Os policiais se aproximaram e dispararam vários tiros,quebrando os pára brisas do carro.
   Um oficial aproximou-se lentamente do carro,empunhava uma pistola e gritava para que o ocupante saísse com as mãos na cabeça.

   Longos e tensos minutos passaram-se,nem uma movimentação ou barulho vinha de dentro do Opala,apenas o fogo que começou a se alastrar pelo interior do carro.
   Outros policiais juntaram-se ao oficial,abriram as portas do carro e lá dentro só havia as ferragens do que sobrara de uma cadeira de rodas...
 

Wednesday, June 12, 2013

Movimento Passe Livre

Movimento Passe Livre

Talvez eu esteja indo na contra-mão da história,mas tenho minhas convicções e algumas certezas sobre algumas coisas nas quais acredito.
Sou a favor do Movimento Passe Livre!
Acho justa e pertinente as manifestações que a juventude está fazendo em São Paulo.
Acho que o movimento tem que se expandir,exigir outras coisas também,não só a redução dos preços das passagens.
Muitos dizem que a passagem não é tão cara,que foi reajustada abaixo dos índices de inflação,pode ser,mas a qualidade é uma vergonha. Outra coisa,dizem que não pode ser gratuita,como não? O idoso já esta isento de pagar passagem,porquê não isentar os estudantes, eles já pagam metade. Investir no estudante não é investir no futuro da nação?
Se é possível dar isenções para clubes de futebol,instituições sem fins lucrativos,estádios de futebol,partidos políticos,etc. Será tão oneroso o investimento em educação,em forma de custear o transporte de quem estuda?
Sou a favor do Movimento Passe livre,que também deveria colocar outros assuntos importantes na pauta de reivindicações,como;o fim da obrigatoriedade do voto, mais rigor da lei contra a corrupção,um plano imediato de reformulação do ensino,a diminuição dos gastos com 'parasitas' no serviço público,a entrega do patrimônio público para empresários e empreiteiras,a diminuição da carga tributária,entre outros tantos problemas que nos impedem de viver em paz.
Não aceito a violência gratuita como forma de manifestação,e tenho certeza que as ações de vandalismo que estão ocorrendo não são de pessoas do movimento e sim de aproveitadores,”políticos profissionais”, infiltrados,querendo tirar proveito eleitoreiro.
Acho oportunas as manifestações,já passou da hora de gritar,de cobrar com energia os poderes estabelecidos constitucionalmente que são mantidos pelo suor das pessoas desta nação.
Sou a favor do Movimento Passe Livre,sou a favor do Movimento Brasil Livre!

Marcos Teles


Friday, May 31, 2013

Contos Quase Infantis - A Moça Mais Bonita e o Dia Em Que Fui Herói



Quando adolescente, fui trabalhar no Itaim-Bibi,na fábrica de sapatos de um parente. Eu ainda era praticamente uma criança, e claro,muitas coisas eu ainda não entendia.
Ao lado da fábrica havia dentre outras coisas, uma oficina de chaveiro,uma oficina mecânica,um estúdio fotográfico e uma lanchonete.
Todos os dias ao cair da tarde,reuniam-se ali na lanchonete, praticamente todos os homens daquele pedaço da Rua Bandeira Paulista. Formou-se ali um verdadeiro “Clube dos Cafajestes Tupiniquim”.Como não podia deixar de ser,os assuntos eram os mais variados,desde a final do campeonato até a última “beldade” na capa da revista Ele & Ela. Óbvio também, que nunca ficavam de fora os comentários sobre as mulheres que passavam por aquela parte da rua.
Sem perceber eu também passei a fazer parte do “clube”.Participava das conversas,bebia cerveja e até me arriscava em algumas “cantadas”.

Agora é que “ela” vai entrar na história

Ela passava todos os dias em frente a lanchonete,sempre no mesmo horário,levava uma criança para uma escola na Rua Pedroso Alvarenga. Ela trabalhava em uma casa de família na Rua Urussuí. Seu caminho era ir pela Rua Bandeira Paulista e voltar pela Rua Tabapuã.
Quando ela surgia carregando a criança pela mão,era o momento de maior “tensão” no “clube”.
Ela era linda,o sonho de todos os marmanjos que se reuniam na lanchonete do Zé Pinto. Quando ela passava,dirigiam-lhe todo um dicionário de elogios,pediam-lhe em casamento,assovios e outras tantas coisas que nem posso citar neste texto. Quase todos os dias a cena se repetia.
Ela seguia impassível,sabia do poder de encantamento que exercia sobre aquela turba de “desocupados”.Não esboçava reação alguma,nenhum gesto,um mínimo sinal de sorriso,caminhava altiva e serena,impávida e colossal.
Depois que ela passava seguiam-se os comentários;alguns diziam que ela já estava “no papo”,que era questão de dias para conquistá-la,outros faziam apostas apara ver quem a conquistaria primeiro.
Os dias,os meses seguiam e nada acontecia. Ela continuava passando,o “clube “ se alvoroçava e ela desaparecia na esquina. Novamente comentários e apostas.

Da queda ao heroísmo

Eu estava lá, sozinho na porta da fábrica,sozinho na rua,pronto para ir embora quando de repente, ela surgiu na esquina. Meu coração quase escapou boca afora. Ela vinha se aproximando,como numa cena de filme romântico,parecia caminhar em câmera lenta. Quando passou por mim tive coragem e mandei um Psiu!.Ela caminhou alguns passos ,virou-se e voltou em minha direção. Daquela boca sensual soou a pergunta que me jogaria no fogo do inferno da vergonha:
- O quê você quer comigo menino?
Fiquei mudo,sem saber o que responder. Como não havia pensado no que dizer depois do psiu,balbuciei tremulamente:
-Nada não...
-Tudo bem.
Ela falou e se foi.

Como diria Mark Twain ;as cortinas da vergonha caíram sobre essa cena...
Para minha sorte, não havia testemunhas para essa fracassada e imbecil tentativa de conquista.

A partir deste dia passei a me esconder dela,quando era a hora dela passar,eu corria para os fundos da fábrica e inventava algo para fazer.
Essa estratégia em esconder minha vergonha não durou muito tempo. Numa tarde de novembro,sem que eu sequer imaginasse,os agentes do destino conspiravam para minha redenção. Ela surgiu radiante,vestia uma minissaia branca,tinha os cabelos molhados e parecia desfilar.
Aquela hora o"clube” estava mais cheio do que nunca,havia mais membros,até o delegado estava lá.
Tentei me refugiar,não deu tempo,ela sorriu e parecia olhar para mim. Ela passou pelo “Clube dos Cafajestes”,aproximou-se de mim e surpreendentemente lascou um beijo em minha face rubra. Ela sorriu e falou:
-Oi menino bonito.
Fiquei estático,como um objeto inanimado e olhando pra ela indo embora...

Depois que ela se foi,todos correram em minha direção. Muitos gritavam vivas, outros já preparavam os rojões, alguns já pensavam em chamar os bombeiros para um desfile em carro aberto.
E assim me tornei o herói do “clube”.


Ah! Ela? Não a vi mais. Soube através de pessoas da Favela da Funchal, que ela engatou um tórrido romance com o japonês do estúdio fotográfico. Mas ainda guardo uma lembrança,uma foto dela em cenas picantes numa página de uma revista erótica.

Wednesday, January 04, 2012

E Era Pra Ser Só Mais Um Domingo...

E Era Pra Ser Só Mais Um Domingo...

Domingo, 20 de agosto de 2006, acordei cedo, o dia estava bonito, não tinha nada programado, resolvi ir ao campo de futebol assistir uma partida (há meses não ia).
Senti um clima de festa no ar,muita gente,muito barulho e os amigos chegando,foi uma grande surpresa!
Era uma partida organizada pelos amigos para comemorar o aniversário de uma pessoa especialíssima.
Senti definitivamente que seria um dia diferente. E foi.
Os amigos foram chegando e cada um que aparecia era uma emoção incontida,amigos de infância,que sinceramente acreditava que nunca mais os veria.
Estávamos todos lá,depois de dez,quinze,vinte anos,sei lá quanto tempo,sei que estávamos ali,reunidos como nos velhos tempos.
Não tivemos tempo de falarmos detalhadamente sobre a vida,sei que cada um encontrou seu caminho,agora eram feirantes,advogados,professores,comerciantes,músicos...
Mas o momento de maior emoção veio com o Luizinho,o mais espetacular dos amigos,aquele que sempre tinha um conselho,um sorriso e um abraço pra confortar quem quer que fosse.
Ele chegou em uma cadeira de rodas,uma doença tirou-lhe uma das pernas,no rosto o mesmo sorriso e a mesma dignidade.
Joãozinho seu maior confidente não se conteve ao vê-lo,abraçou-o e chorou,choramos todos...
Ficamos ali,homens feitos,alguns já com barbas completamente brancas,chorando emocionados,dez minutos de lágrimas...
Jorge,o pastor, convidou-nos para uma oração...
Depois aconteceu o jogo,foi divertido e terminou 5x1 pros sem-barriga...
Fomos pro churrasco,muita cerveja e histórias. E brindamos a vida!
Chegou a noite e um à um foi seguir seu caminho com a promessa de um novo encontro,de uma nova reunião.Juro que vou esperar ansiosamente.
Hoje acordei com uma dor de cabeça..mas feliz,a vida deve ser brindada a cada dia,as amizades duradouras devem ser brindadas!
E era par ser só mais um domingo...

Thursday, December 18, 2008

Estação Rodoviária

Estação Rodoviária


Foto:Estadão

Estação rodoviária,noite...
Um grande vazio em meio a tantas pessoas iguais. 
São longas horas de espera.
O ônibus que não encosta.
Um estranho que encosta,o amigo que não veio.
Um amor que partiu.
O moço que chorou.
A menina que sorriu.
Como é longe o Rio...
Por trás de tantos rostos a mesma saudade doída.
A curiosidade...Ver o mundo desabrochar nas estradas.
A lágrima escondida...
Depois da espera,um longo beijo.
Uma angústia.
A mesma solidão.
Um adeus.
Um abraço... 

Friday, June 29, 2007

"Deus" Abençoe a Guilhotina




Somos um povo, é fato e precisamos nos afirmar como nação. Mas estamos muito distante disto, a começar pelo básico, nosso sistema educacional é vergonhoso, o estado brasileiro não reconhece o professor como parte fundamental na formação do que poderíamos chamar de sociedade. Por outro lado muitos professores não respeitam aqueles à quem deveriam ensinar. E as crianças que vão às escolas em busca de conhecimento, encontram descaso, falta de atenção e outras coisas que é melhor nem citar.
A escola pública se transformou em polos de vendas de passaportes da alegria para Playcenters e Hopi Haris da vida.Diretoras e coordenadoras não se preocupam mais em levar seus alunos à museus ou teatros, preferem fazer passeios "extracurriculares" à centros de diversão, onde meninos e meninas podem "paquerar". E tem interesse financeiro, é claro.
Acredito piamente que a educação não interessa e nunca interessou aos dirigentes desta "coisa" que chamamos país.Os militares durante a ditadura só se preocupavam em formar soldados, impondo um sistema educacional de quartel.
Alardeamos aos quatro cantos que a cultura brasileira é espetacular, é rica.E o pior é que às vezes acreditamos nessas mentiras.Não, nossa cultura é pobre, não temos uma formação cultural, não temos histórias verdadeiras pra contar, nosso passado ainda é desconhecido, não sabemos como fomos formados, os livros "oficiais" sempre nos negaram o passado verdadeiro. O investimento em cultura é o menor de todos os investimentos, o governo prefere investir em comunicação de massa, imbecilizando os telespectadores ignorantes.
Agora me pego ouvindo que querem eleger o cristo redentor como maravilha do mundo, bobagem, mais uma vez é o Brasil querendo se afirmar como grande coisa. Querer supor que uma imagem grotesca de cimento seja declarada maravilha da humanidade, só pode ser coisa de publicitário querendo vender sabão em pó.Não que no Brasil não tenha maravilhas, é óbvio que tem, mas daí a chamar uma imagem feia, insignificante de maravilha, é preciso desconfiar.
Queremos nos afirmar como nação democrática, é uma piada de mau gosto, gostaria que me mostrassem onde está a democracia no Brasil, ainda não encontrei. Na constituição está escrito que todos somos iguais. Mas esqueceram de avisar aos juízes, delegados, policiais, políticos.O Brasil é e sempre foi um país de meia dúzia de pessoas, eles continuam aí, ditando os rumos desta "coisa", fazendo o que bem entendem.
Não sou Marxista, mas hoje entendo as posições tomadas pelas Farc, e acredito que só vamos consertar este país com muito sangue, mas não com o sangue do povo, sangue de homens desonestos como José Sarney, Lula e sua corja, Paulo Maluf, Orestes Quércia, Renan Calheiros (que vem roubando antes da era Collor), Antonio Carlos Magalhães, e outros tantos que conhecemos.
Não confio na democracia brasileira, por que não confio na justiça brasileira, sem justiça imparcial não há democracia.

Acho que deveríamos solicitar tribunais internacionais para julgar estes criminosos, porque aqui jamais serão punidos pelos crimes praticados contra o povo.Ou então já está na hora de usarmos as velhas guilhotinas em praças públicas.Vamos guilhotinar um corrupto por dia e mostrar para nossos jovens que podemos fazer desta "coisa" uma nação.
Por enquanto vamos nos enganando,fingindo que o povo acredita no Brasil e que o Brasil acredita no povo. E pedindo pra que Deus abençoe a guilhotina!

Wednesday, November 29, 2006

Mulheres Ruivas


Mulher de cabelo vermelho.
Mulher com fogo nos cabelos.
Mulher com flor vermelha nos cabelos de fogo.
As ruivas!Ah! As ruivas!
Um velho bruxo disse pra ter cuidado com mulher que traz fogo nos cabelos.Ela tem o poder do encantamento.Encanta os bichos,encanta os homens e as águas e exerce poder sobre a lua.